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Exercícios físicos e doença arterial coronariana

De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 300 mil pessoas morrem por ano no Brasil em decorrência de doenças cardiovasculares. Entre as mais prevalentes e com maior taxa de letalidade situa-se a doença arterial coronariana (DAC) que ocorre quando uma espécie de placa, composta basicamente de gordura e tecido fibroso, se forma no interior das artérias coronárias que são os vasos responsáveis por levar sangue e oxigênio para o coração, e acabam de uma forma crônica ou aguda (no caso de ruptura) obstruindo o fluxo sanguíneo para uma determinada região do coração, podendo ocasionar a morte das células cardíacas (infarto do miocárdio).

 

Como qualquer doença multifatorial, a prevenção e tratamento da DAC envolve inúmeras e diferentes intervenções sobre os principais fatores de risco modificáveis: a obesidade, o diabetes, o sedentarismo, o tabagismo, as dislipidemias (taxas elevadas de LDL-colesterol e triglicérides) e o estresse. Analisando tais fatores de risco com atenção, é possível concluir que uma única intervenção é capaz de repercutir em vários dos principais fatores de risco: a prática regular de exercícios físicos.

Nas ciências da Saúde, as pesquisas geralmente são classificadas pelo nível de evidência, uma espécie de ranking de confiança dos estudos publicados sobre a eficácia de uma determinada intervenção. Pois bem, a prática regular de exercícios físicos para o tratamento da Doença Arterial Coronariana tem nível de evidência I (quanto menor o algarismo romano, maior o nível de evidência), ou seja, isso foi confirmado através de estudos com grandes amostras populacionais, extremamente bem controlados através de metodologias exigentes (revisões sistemáticas, metanálises ou ensaios clínicos randomizados) e publicados em periódicos conceituados. Enfim, já faz tempo que deixou de ser um assunto polêmico que dividia opiniões entre especialistas.

 

É fato que a prática regular de exercícios físicos produz adaptações fisiológicas bastante interessantes para os indivíduos com risco de infarto agudo do miocárdio. Alguns dos principais efeitos do treinamento na circulação do miocárdio são:

 

  1. No interior das artérias coronárias, o exercício físico regular contribui para o aumento da produção de substâncias vasodilatadoras como o óxido nítrico.
  2. Aumento do tempo da perfusão diastólica, ou seja, o coração tem mais tempo para se encher de sangue antes da contração subsequente (sístole).

 

 

  1. Formação ou reativação de vasos colaterais, uma espécie de via alternativa para que o sangue chegue até áreas do coração com irrigação deficiente.
  2. Controle e até regressão das placas de gordura e tecido fibroso que caracterizam a DAC.

 

  1. Com a melhora do condicionamento físico, esforços antes considerados arriscados pelo elevado nível de exigência do músculo cardíaco passam a ser melhor tolerados e provocam respostas de frequência cardíaca e pressão arterial menos exacerbadas.

 

 

Há de se considerar ainda os efeitos do treinamento na perda de peso corporal, no aumento da sensibilidade das células à insulina (reduzindo o risco do diabetes tipo II), na redução do colesterol e triglicérides, além do gerenciamento do estresse, todos esses fatores de risco primários para o aparecimento/agravamento da DAC.

 

 

Alguns críticos podem questionar a segurança do treinamento físico, supondo que cardiopatas estariam mais expostos ao risco ao realizar exercícios. De fato, um exercício prescrito de forma incompatível com a aptidão física e com o quadro de saúde de alguém pode ser o fator desencadeante de um evento cardíaco, porém pesquisas demonstram que a incidência desse tipo de evento, durante a prática de atividades físicas, é extremamente baixa: 1 infarto agudo do miocárdio para cada 300.000 pacientes/hora. Ademais, com a supervisão de um profissional de Educação Física experiente, as variáveis de intensidade do exercício podem ser facilmente controladas, evitando exposição desnecessária a situações de risco.

 

 

Apesar de tantos benefícios dos exercícios para os pacientes com doença arterial coronariana, apenas uma pequena parcela da população recebe recomendação médica para manter-se ativo. A consequência disso é maior do que se imagina, pois tanto as pesquisas quanto experiências bem sucedidas em alguns países demonstram impacto positivo na longevidade e qualidade de vida dos pacientes, além de redução significativa nos custos com saúde. Caberá aos profissionais da área de saúde buscarem a informação qualificada e atualizada sobre as recomendações e diretrizes internacionais que tratam sobre o tema e, a partir desse conhecimento dinâmico, COMPREENDER, PRATICAR E RECOMENDAR.

 

FONTE: PORTAL O POVO

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