Os municípios têm até o dia 05 de junho para realizar o credenciamento de estabelecimentos de saúde da Atenção Primária à Saúde
No intuito de estimular a prática de atividade física e reduzir os casos de doenças crônicas não transmissíveis que impactam diretamente o Sistema Único de Saúde, ocasionadas pelo sedentarismo, o Ministério da Saúde instituiu o Incentivo de Atividade Física (IAF) para a Atenção Primária à Saúde. A iniciativa garante o investimento de R$ 100 milhões para a contratação de Profissionais de Educação Física, readequação de espaços para a prática de exercícios e compra de materiais para Centros de Saúde/Unidades Básicas de Saúde, Postos de Saúde e Unidades Móveis Fluviais.
Ao todo, 5 mil municípios devem ser atendidos com a ação, mas somente após o credenciamento de estabelecimentos de saúde da Atenção Primária à Saúde, por meio do portal e-Gestor, até o dia 05 de junho. Com o objetivo de facilitar o caminho dos gestores, o Ministério da Saúde publicou o manual de credenciamento no portal da Pasta, que pode ser acessado clicando aqui.
Para o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, incentivar a prática de atividades físicas é também promover saúde. “Nosso objetivo é levar a mensagem de que essa prática é uma medida simples que não requer tratamentos com medicamentos caros e que reduz a mortalidade por doenças cardiovasculares, AVC e também o câncer”, ressaltou. Para 2023, a previsão é de mais um investimento de R$ 220 milhões para ampliar o programa.
Benefícios e prevenção – A prática regular de atividade física contribui para a proteção e combate às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), como câncer de mama e de cólon, diabetes, cardiopatia e eventos de acidente vascular cerebral; além de estar relacionada a um menor índice de mortalidade por todas as causas. Diante disso, a atividade física é considerada um dos determinantes e condicionantes para a saúde no país.
Dados apontam que a prevalência global de inatividade física foi de 27,5% em 2016. No Brasil, dados de 2021 apontaram que 48,2% da população com 18 anos ou mais das capitais brasileiras não atendia ao mínimo de atividade física recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde, sendo que as mulheres (55,7%) e os idosos (73,0%) apresentaram as maiores prevalências.